quarta-feira, 4 de maio de 2016

Já lá vão 8 anos...

Nos últimos dias, ando meio pensativo e de alguma forma até melancólico. Uma situação veio relembrar o quão difícil foi para mim sair de Coimbra, e o facto de estarmos na altura da Queima das Fitas desassossega um bocadinho mais o coração.

Antes de vir para terras insulares, já tinha estado uns meses em Aveiro. Antes disso, na adolescência, também tinha passado uns meses em Lisboa. Mas foi diferente... Não estava assim tão longe de casa e as circunstâncias eram bem diferentes. Em 2008 é que a coisa foi complicada...

Financeiramente não estavam a ser tempos fáceis lá em casa. Por isso é que, em 2007, deixei o 12º ano por concluir para começar a trabalhar e poder ajudar o mais possível. Mas na altura não me passava pela cabeça vir para tão longe de casa.

Estávamos em Fevereiro de 2008 quando vim para cá. Não foram tempos fáceis. Para já, tinha deixado o coração no continente: namorava desde Novembro de 2007, ou seja, a relação ainda era recente para sofrer um abalo destes (a ela tiro-lhe o chapéu, mesmo hoje já não tendo contacto, mas foi uma grande mulher, que sempre me apoiou na minha decisão, que continuou a lutar pela nossa relação tal como eu, que não permitiu que a chama se apagasse com tamanha distância... não é qualquer pessoa que nos dá um apoio tão grande e uma força maior que tudo!). Depois, sempre tive uma relação muito unida, muito próxima e muito cúmplice com a minha família (ainda por cima, ia ser tio pela primeira vez nesse mesmo ano). E depois, pairava em mim o receio de me distanciar dos amigos, porque ia ficar à parte dos programas, das conversas, dos momentos.

Os primeiros 2/3 meses aqui foram realmente complicados. Pela sensação de não pertencer a lado nenhum. Pela saudade. Pela adaptação a tudo. Pelo facto de sentir que tinha muito a provar no trabalho. Quase todos os dias dava por mim a pensar "o que é que eu fiz à minha vida?". Mas... Foi uma fase. Claro que as saudades existem sempre, claro que Coimbra continua a ser e será sempre a minha cidade. Mas é tudo uma questão de tempo, e de adaptação.

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