terça-feira, 2 de agosto de 2016

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Good vibe

Como se costuma dizer, é melhor não mexer muito senão estraga.

Estou numa fase em que transpiro alegria por todos os poros. E não é por nada de especial, mas sim por toda uma conjuntura mais favorável. Sim, ando cheio de trabalho, mas é um trabalho que gosto, que me vai realizando. Além disso, estou em alguns projectos paralelos, ligados à música, sobre os quais ainda não posso falar muito. Mas que também me realizam e que me deixam mais perto do meu grande objectivo de vida (a nível profissional) - pelo menos, é um passo. Ando cansado, é um facto - não é verdade que "quem corre por gosto, não cansa", simplesmente é um cansaço bom.

Depois, há pequenas coisas da vida pessoal que também ajudam nesta boa vibe. Acho que os últimos meses fizeram de mim uma pessoa melhor. Voltei a ser o Roger mais brincalhão e mais boa onda que era há uns 7/8 anos atrás. Recuperei confiança e auto-estima. E voltei a curtir mais a vida. O facto de, há uns meses, ter tido uma situação complicada de saúde fez com que passasse a encarar as coisas de outra forma. Para já, relativizo mais as coisas sem importância. Depois, passei a aceitar melhor as coisas que não posso mudar. E por fim, acho que aproveito cada vez mais os momentos.

Acho que estou na minha melhor fase dos últimos largos anos. Se tenho uma vida perfeita? Não, nada disso. Também tenho os meus problemas, os meus stresses, as minhas neuras, as minhas expectativas que nem sempre se concretizam, and so on. Aliás, há duas coisas na minha vida que eu gostaria muito de mudar (para melhor), se dependessem só de mim. Mas não dependem. E também não vivo minimamente obcecado com isso: como eu disse, aprendi a aceitar o que não posso mudar. Mas estou numa fase muito fixe da minha vida, que pretendo prolongar ao máximo.

quarta-feira, 13 de julho de 2016

CAMPEÕES!

Ainda não tenho palavras para descrever todas as sensações que me percorreram na noite de domingo. Ainda não tenho palavras para análises. Ainda não tenho palavras para poder expressar tudo o que gostaria de dizer.

Digo apenas: SOMOS CAMPEÕES, CARALHO! Se calhar na competição em que menos merecíamos, se nos lembrarmos de caminhadas épicas do passado (nomeadamente Euro 2000, Euro 2004 e Mundial 2006). Mas o caneco é nosso! É pelos que lutaram em campo por nós. É pelos grandes jogadores que não tiveram essa oportunidade (Eusébio, Rui Costa, Figo, Vítor Baía, Fernando Couto, João Pinto, Nuno Gomes, Pauleta, Futre, Deco, e tantos, tantos outros). É por todos nós, portugueses.

O Guilherme Cabral dedica isto ao seu avô. Eu dedico ao meu pai. Era a pessoa com quem mais gostaria de ter festejado esta conquista.

sábado, 9 de julho de 2016

Vamos a eles, foda-se!

Há muito para dissecar sobre o Euro 2016 em geral e sobre a Selecção em particular. Mas não o vou fazer. Não neste post.

Nota prévia: não retiro uma vírgula ao que fui criticando na nossa prestação. Porque sou um apaixonado por futebol, mas sobretudo pelo futebol bonito, empolgante. E a nossa Selecção, historicamente, sempre teve jogadores mais tecnicistas, que podiam fazer a diferença. E por isso confesso que me dói o coração ao ver-nos a jogar lento, lateralizado, com pouca presença na área.

Contudo, enfim, o tal pragmatismo foi resultando. Não foi um futebol bonito, mas foi um futebol minimamente eficaz, que nos foi apurando - fase de grupos é um caso à parte, aí sim tínhamos CLARA obrigação de fazer melhor e fomos CLARAMENTE incompetentes.

Mas alto e pára o baile! Independentemente da falta de brilhantismo, nada justifica a campanha vergonhosa que está a ser feita contra Portugal:
- Uma jornalista suíça ataca o aspecto físico de Cristiano Ronaldo, inclusive chamando-o "diva" e "maricas" (foram mesmo estes os termos utilizados).
- Uma casa de apostas da Irlanda implora pela vitória da França, para que Cristiano Ronaldo chorasse "lágrimas muito salgadas" (mais uma vez, foi esta a expressão utilizada).
- Um jornalista francês disse que Portugal praticava "um futebol bem nojento".
- Etc etc etc (incluam aqui críticas bem destrutivas a Renato Sanches, William Carvalho e Danilo)

Acho que isto está a passar um bocado dos limites. E é por isso que, apesar de eu não estar especialmente optimista (diria que a França tem, no mínimo, 60% de favoritismo), adorava ganhar esta final e calar toda esta gente. E esta final contra a França tem toda uma história épica: o Euro 84, o Euro 2000, o Mundial 2006, todas estas críticas, toda a xenofobia (para com os nossos emigrantes em particular), o facto de a própria França também ter apanhado adversários acessíveis até à meia-final (onde foram muito dominados pela Alemanha, e de facto passaram ao aproveitarem erros defensivos pouco habituais na selecção alemã)... Queria vingar tudo isto!

Carago, vamos a eles! Vamos calar estes avecs! Vamos mostrar-lhes de que fibra somos feitos!

terça-feira, 5 de julho de 2016

Isto dos conselhos tem sempre muito que se lhe diga...

Quando alguém me vem pedir um conselho/opinião/whatever sobre a vida amorosa, não consigo evitar o pensamento que sou a pessoa mais errada para isso. Primeiro, porque não tenho sido propriamente o gajo mais sortudo do mundo nesse aspecto - e um "radar de gajas decentes" que passa muito tempo avariado e depois dá merda. Depois, porque quem priva comigo sabe que eu sou todo coração, sou pelo risco, sou de me atirar de cabeça. Mas nem toda a gente é como eu - ainda bem, eles é que são espertos (costumo dizer que perco mais do que ganho)! Há pessoas mais racionais, que ponderam mais, que não se atiram de cabeça.

E, na verdade, todos nós damos conselhos com base na forma como vemos o mundo. E todos vemos o mundo de forma diferente. Por isso, o que para mim pode parecer um excelente conselho, aos olhos de quem mo pediu pode parecer um conselho de merda. Porque é um conceito muito subjectivo. Cada um de nós avalia as coisas com base nos seus valores, nos seus ideais, na forma como vê os outros e o mundo.

Acho que, ainda assim, o melhor conselho que posso dar é sempre na onda do "faz o que eu digo, não faças o que eu faço". Normalmente eu sou um péssimo exemplo, a minha vida está recheada de tiros ao lado.

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Repost: A maior (e melhor) herança que alguma vez terei dos meus pais é a educação

Este texto foi escrito no antigo blog, em Fevereiro de 2014, cerca de 1 ano antes de eu perder o meu pai... E talvez também por essas circunstâncias, é dos posts antigos que me atinge com mais força...
 
"Faz-me bastante confusão ouvir dizer que é impossível um casamento durar décadas, que é impossível haver amores eternos, porque, no entender de quem o diz, é impossível amarmos a mesma pessoa anos a fio. Ouvi muito estas pérolas nos últimos dias, por causa da notícia mais badalada das revistas cor-de-rosa desta semana. Faz-me confusão, porque não preciso de procurar muito para encontrar um exemplo de AMOR, puro e verdadeiro.

Os meus pais já contam com mais de 30 anos de casamento, e mais uns quantos anos de namoro. E eu tive a sorte de nascer e crescer no seio de uma família verdadeiramente feliz e unida. Vejo nos meus pais o mais perfeito exemplo de amor, de amizade, de companheirismo, de ternura, de carinho, de cumplicidade. Sempre lhes vi nos olhos todos esses sentimentos: o brilho no olhar não engana, são o amor da vida um do outro. Ao longo da minha vida, poucas foram as vezes em que vi os meus pais chateados, e mesmo quando isso acontecia sempre houve da parte deles o maior cuidado para que isso transparecesse o menos possível para os filhos. Para mim são o mais puro exemplo de AMOR. É a esse patamar que gostaria de um dia chegar.

Tenho o maior orgulho nos meus pais, quer enquanto casal quer enquanto seres individuais. São pessoas maravilhosas e eu sinto-me verdadeiramente abençoado pela educação que tive, pelos valores que me foram transmitidos.

Sou o que se pode denominar de "menino dos papás" (no bom sentido), e com o maior orgulho. Tenho e sempre tive uma óptima relação com os meus pais (houve apenas uma situação de excepção, mas por minha culpa - estava na idade da estupidez :$). Mas identifico-me muito com o meu pai (e, curiosamente, toda a gente diz que sou extremamente parecido com ele - quer fisicamente, quer de personalidade). O meu pai é o homem que eu gostava de um dia vir a ser (mas juro que serei feliz se um dia conseguir chegar-lhe aos calcanhares). É um excelente pai, um excelente marido, um excelente irmão. Foi um excelente filho. É o melhor amigo que se pode ter, é um bom ouvinte e igualmente bom conselheiro. E ensinou-me a ser homem.

Há uns dias escrevi, num contexto que agora não importa, as seguintes palavras:
"Todos nós, enquanto pessoas, somos fruto da educação que nos deram e de mais alguns factores (o que nos rodeia). E na idade da aprendizagem, quando começamos a sugar os ensinamentos que nos são transmitidos, aprendemos mais por imitação do que por palavras. E eu tenho a sorte de ser filho de um grande homem e de uma grande mulher, que me ensinaram a ser responsável, a ser adulto, a brincar quando é hora de brincar mas também a ser sério quando assim tem de ser, que me ensinaram também a pensar pela minha própria cabeça e não ser influenciável, que me ensinaram que o 'poder' (neste caso, os poderes que vamos conquistando à medida que vamos crescendo) traz sempre grande responsabilidade. E almejo um dia poder chegar aos calcanhares do homem que o meu pai é."

A minha família é o meu maior orgulho. E juro-vos por tudo: só eu sei as saudades que sinto das minhas pessoas, mas sobretudo dos meus pais. Os meus pais são a minha orientação, são eles que me ajudam a não perder o norte. Os meus pais são as pessoas que mais amo e admiro na minha vida. E de uma coisa tenho a certeza: se a lei da vida se aplicar (os pais partirem antes dos filhos...), sei que no dia que os perder vou perder uma grande parte de mim. Uma grande parte de mim morrerá nesse dia. Eu já lido terrivelmente com a perda, perder os meus pais então é algo que nem consigo sequer imaginar... Dói demais tentar sequer imaginar como seria a minha vida sem eles!

Sei que nem sempre fui o melhor filho do mundo, mas esforço-me diariamente (a opção que fiz há uns anos atrás, de vir para longe, foi por eles - e não me arrependo, faria tudo novamente quantas vezes fossem necessárias!). Sei que ainda não sou o homem que quero ser, mas também sei que me orgulho cada vez mais de mim e do homem em que me estou a tornar (especialmente nos últimos anos - foi preciso bater no fundo para perceber, com clareza, o caminho que quero seguir). Porque sou fruto de uma educação que considero exemplar. Obrigado pai, obrigado mãe. O que sou hoje, é a vocês que o devo e sou-vos profundamente grato. Sei que se orgulham de mim, já mo disseram, mas eu quero sempre ser mais e melhor. Amo-vos, com todas as minhas forças.

(É, as saudades e a falta de colinho nos momentos difíceis dão nisto...)"

sexta-feira, 1 de julho de 2016

A propósito da Selecção...

#SomosTodosPacemaker (#EuSouMesmo)
#NoPróximoJogoVouApostarBeberUmaCervejaPorCadaFalhançoDoCR7 (#DeveDarParaABebedeira)
#SomosTodosEmpatas (#IstoDáDireitoARecordeDoGuiness?)

terça-feira, 28 de junho de 2016

Vou nascer outra vez


"Há sempre um tempo para parar
Saber se vale a pena
Ou fico ou mudo a cena
É só contar até três
(Um, dois, três, vou nascer outra vez)
Fechar os olhos
(Um, dois, três, vou nascer outra vez)
Respirar bem fundo
(Um, dois, três, vou nascer outra vez)
Começar de novo
(Um, dois, três, vou nascer outra vez)"

segunda-feira, 20 de junho de 2016

"A vida resolve-se sozinha"

É o que costuma dizer a minha colega de casa. Normalmente tendo a não concordar com a frase, porque acho que nada cai do céu. As coisas conseguem-se com trabalho, com dedicação, com esforço. Quanto mais nós lutarmos por um objectivo, mais possibilidades temos de o concretizar.

No entanto, neste momento da minha vida, acho que esta frase me assenta mesmo bem. Esta segunda-feira aconteceu algo bom. Que é apenas um pequeno passo para um objectivo (profissional) que eu já tenho há largos anos. Mas, excepção feita ao acontecimento de hoje, tal como eu disse num post anterior, não tem acontecido ultimamente nada de excepcional na minha vida para me trazer tamanha tranquilidade. Mas é mesmo assim que me sinto: tranquilo, confiante, feliz com as pequenas coisas da vida. Neste momento, diria que a minha vida tem-se vindo a resolver sozinha.

domingo, 19 de junho de 2016

Oh Fernando Santos, vai para o caralho!

Que vergonha! Pior início de uma fase final desde que me lembro de ver futebol, sobretudo tendo em conta o grupo acessível que temos - e que neste momento, quase parece o grupo da morte, uma vez que todas as selecções se podem apurar... Chega das desculpas do azar, da bola que não entra, da bola que vai ao poste e do raio que parta. Chega das desculpas de "ah, em 1984 também empatámos os 2 primeiros jogos, e chegámos à meia-final". Chega!

É inacreditável a quantidade de erros nas opções de Fernando Santos. Este Moutinho NÃO TEM LUGAR no onze. Pura e simplesmente não tem! É inacreditável que aquele que foi porventura o melhor médio da liga portuguesa não jogue 1 minuto sequer - refiro-me a Adrien. É inacreditável que não se utilize no meio-campo a base do jogo do Sporting. Epá, isto é tudo tão gritante... William, Adrien e João Mário, é tão fácil! E note-se a diferença do primeiro jogo com Danilo e do segundo jogo com William - para mim, claramente o melhor em campo. É inacreditável que se continue a insistir no pino do Éder, mas torna-se ainda mais inacreditável que se lance o Éder quando já se tirou o jogador que melhor cruza para a área (Quaresma), ainda que não estivesse a fazer grande jogo - mas haja coerência, ou se tira Quaresma e não se aposta no pino, ou aposta-se no pino mas deixa-se o Quaresma. É inacreditável que se mexa na equipa tão tarde (70min) e com uma visão de jogo tão fraca. É inacreditável que se lance um jogador aos 88min - o que é que era suposto o Rafa conseguir fazer em 3 ou 4min?! Rafa merecia mais! É inacreditável que, no primeiro jogo, se tenha colocado João Mário à esquerda, queimando o jogador numa posição que lhe é estranha. É inacreditável que, embora hoje tenha melhorado (inclusive salvou a equipa uma vez), se continue a apostar em Vieirinha em vez de Cédric, que foi SÓ o melhor lateral direito da Premier League na última época.

É também inacreditável que não haja coragem para tirar Cristiano Ronaldo quando claramente não está bem. Hoje vimos Alaba a sair, que é só o melhor jogador da Áustria. Já vimos Messi a sair da sua selecção. Mas CR7 não, CR7 joga sempre 90min, jogue bem ou mal. Isso é errado. Para já, não protege o jogador. Segundo, prejudica a equipa. Sou grande fã de Cristiano Ronaldo, para mim é o melhor jogador que já vi, um super atleta. Mas quando não está bem, deve dar lugar a outro. Ponto. CR já anda todo roto, notou-se bem no último mês no Real, inclusive teve problemas físicos (numa coxa, salvo erro). Não se pode esperar milagres, e quando está a jogar efectivamente mal, deve ser substituído. Não é nenhuma vaca sagrada, nem ele nem ninguém!

Por fim, mais uma vez, nota-se má preparação do jogo. Pouca pressão alta - das poucas vezes que foi feita, foi eficaz, a defesa da Áustria ficava nervosa, mas faltou fazer mais vezes... Jogo lento - contra equipas mais fracas, deve-se fazer um jogo mais rápido, para desmontar o posicionamento defensivo. Enfim...

Isto é uma vergonha. Não tem desculpa. É inadmissível. Uma selecção com tanto talento e entregue a um seleccionador medíocre, que pura e simplesmente não sabe mexer no jogo! É assim que dizem que querem ser campeões europeus? A probabilidade de me sair o Euromilhões é maior...

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Estou fixe. Estou mesmo fixe!

Estou numa fase da vida em que estou mesmo bem comigo próprio. Em paz, tranquilo. Não, não me aconteceu nada de extraordinariamente bom. Não me saiu o Euromilhões, não arranjei um trabalho melhor, não me casei (solteiro e bom rapaz, assim é que eu estou bem :P), não vou ser pai, não me aconteceu nada de espectacular. Simplesmente estou numa fase em que estou muito tranquilo.

Aliás, até me arrisco a dizer que foram as recentes adversidades que me levaram a isto. Os últimos tempos foram um bom abre-olhos. O facto de ter estado tanto tempo de baixa (de Janeiro a Abril), e na situação em que foi, em que pela primeira vez fiquei realmente assustado e podia não ter sobrevivido... Acho que isso me fez encarar a vida de outra forma. Isso mudou muita coisa em mim, algumas que são mais visíveis aos olhos dos outros, outras que só eu sei e guardo para mim.

Há duas coisas em que acho que mudei realmente muito... Acho que aprendi a aceitar melhor as coisas que não posso mudar. O conformismo sempre me fez muita comichão e tinha muita dificuldade em aceitar algumas coisas, lutava até à exaustão para "mudar o mundo". Hoje, já aprendi que há coisas que não podemos mudar, que não dependem de nós. Outra coisa que mudou em mim foi a auto-estima e a auto-confiança... Tive aí uns tempos em que andava com a auto-estima na lama. Achava-me sempre pouco, insuficiente. Acho que isso também mudou um pouco. Percebi que tenho valor, que valho a pena.

E estou assim, tranquilo da vida. Menos ansioso com as coisas, menos focado em querer tudo para ontem. A aproveitar cada momento, cada aprendizagem. Estou numa fase boa. E quando assim é, sei que as coisas boas hão-de começar a surgir. A seu tempo, sem pressas.

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Há 2 anos fomos passar férias ao Brasil... Será que agora vamos passar férias a França?!

Bem sei que estou em falta com muita gente, entre e-mails para responder e blogs para visitar. Mas as últimas 2 semanas foram intensas. Primeiro em diversão, ao ir a casa no meu aniversário (foram só 4 diazinhos, mas foram do caraças!!!). Depois em trabalho (e também alguma diversão, vá). Daí andar mais ausente. Mas prometo que nos próximos dias irei responder a todos os e-mails e passar pelos blogs.

O que hoje me leva a escrever é a azia monumental em relação à Selecção Nacional de Futebol.

Primeiro, a malta já devia ter aprendido a não cantar de galo (quanto mais não seja, depois de 2014...ainda hoje me rio ao lembrar entrevistas a adeptos que diziam que a final do Mundial seria Brasil-Portugal!). A tesão de mijo resulta sempre num velho ditado português: a montanha pariu um rato. Segundo, acho inacreditável a falta de apoio no estádio. Os islandeses estavam em clara minoria, e ainda assim só se ouvia o apoio deles. Se os emigrantes se preocupassem menos em ir para a porta das unidades hoteleiras em histerismo com o Cristiano Ronaldo e se lembrassem que o apoio mais importante é no estádio...... Terceiro, que opções vergonhosas.

Nem sei por onde começar... Devo começar pelo facto de se deixar no banco o melhor lateral direito da Premier League (Cédric) para jogar o Vieirinha? Devo começar pelo facto de se pôr a jogar Moutinho (que esteve parado por lesão grande parte da época e que está em baixo de forma) e se deixar no banco jogadores como Rafa Silva ou Adrien Silva? Devo começar pelo facto de se pôr João Mário a jogar na ala esquerda, posição na qual não está rotinado, uma vez que joga ou pelo meio ou pela direita? E ainda posso continuar pelo facto de Danilo fazer um jogo miserável (perdeu TODOS os duelos no ar que disputou) e ainda assim jogar os 90min... E ainda posso continuar com a novela Quaresma, que justificava a titularidade e que, supostamente, a teria perdido devido a lesão, mas no fim do jogo o mesmo veio dizer que não foi titular por opção técnica...

E ainda há outro facto gritante. Sem qualquer clubismo... Mas um seleccionador com olhos na cara aproveita SEMPRE as rotinas que vêm dos clubes. A base da Espanha campeã europeia (2008 e 2012) e mundial (2010) vinha do Barcelona (e também do Real Madrid). A base da Alemanha campeã mundial (2014) vinha do Bayern de Munique. A base da actual Itália é a Juventus. E quem não se lembra de 2004? Scolari, então seleccionador de Portugal, depois do desaire com a Grécia no jogo inaugural, decide apostar na espinha dorsal do Porto que tinha ganho a Champions (Deco, Maniche e Costinha) e ganhou consistência. Fernando Santos deve ser o único seleccionador do mundo que desperdiça uma espinha dorsal tão consistente como o meio-campo do Sporting... William Carvalho, Adrien e João Mário são jogadores que jogam de olhos fechados - inclusive os dois últimos fizeram a sua melhor época de sempre! Este facto torna-se ainda mais gritante se pensarmos que, até há 1 ano atrás, mais jogadores tinham rotinas a jogar juntos, pois eram TODOS titulares indiscutíveis no Sporting: Patrício, Cédric, William, Adrien, João Mário e Nani.

Outra coisa igualmente inacreditável foi a quantidade de bolas pelo ar... A Islândia é uma equipa com estatura bem superior à nossa (do 11 inicial, 9 tinham mais de 1.85m). Porquê insistir, tantas vezes, em jogo directo, sem critério? O mesmo se aplica em relação aos cantos. Insistiram demais nas bolas pelo ar, em vez de fazerem cantos curtos, com jogadas estudadas. Mas esta malta estudou mesmo a equipa da Islândia, ou estas semanas de estágio serviram para quê?! Onde é que estava a preparação do jogo?!

Epá, não sendo propriamente um grupo "piners" (a Islândia chutou a Holanda para fora do Euro, na fase de qualificação!), mas temos um grupo bem acessível. Tínhamos a obrigação de passar a fase de grupos. Mas, para variar, temos sempre que complicar as coisas e andar de calculadora na mão. Claro que facilitava imenso se o Fernando Santos deixar de inventar...

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Mudasti! (juntei-me à irmandade das séries)

Quem é que disse que as pessoas não mudam, hum? Ok, não mudam a nível de carácter, porque é algo que ou se tem ou não se tem. Não se muda de valores, de ideais. Mas os gostos vão mudando ao longo da vida.

Nunca fui um gajo de séries. Quer dizer, não seguia séries. Limitava-me a ver um ou outro episódio de algumas séries, na TV, mas sempre de forma random. Muitas vezes até preferia mesmo ver séries com episódios fechados, ou seja, em que não obrigasse a uma continuidade da história. Algo tipo Criminal Minds ou CSI, em que cada episódio é um caso. A primeira mudança ocorreu há 2 anos. Numa noite de insónias, apanhei uns quantos episódios seguidos de "The Big Bang Theory" na TV, achei tanta piada que acabei por decidir seguir a série. Despachei todas as temporadas até então em 2 meses, e depois comecei a seguir daí em diante. E tenho seguido até hoje. E durante 2 anos foi a única série que segui.

Até que, tal como já disse aqui no blog, por motivos de saúde estive uns meses de baixa. Ou seja, tinha tempo de sobra para tudo. Despachei os filmes que estavam nomeados para os Óscares enquanto o diabo esfrega um olho. E ia botando o olho a algumas séries na TV. Mas, mais uma vez, na desportiva: ligava a TV e ficava a ver o que ia dando, de forma random. Mas... comecei a entusiasmar-me. E eis que sou mais um que se junta à irmandade das séries :P

E este post surge a propósito de uma excelente série que descobri recentemente. Comecei a vê-la por sugestão de alguns amigos. E é genial! "Mr. Robot" ainda só tem uma temporada (a segunda começa em Julho) e dizem os entendidos que foi a melhor série que surgiu em 2015. É sobre hacking, mas o melhor da série nem é o tema em si. Mas sim a forma como é abordada. A narrativa, a imagem... E os plot twists! Alguns mais previsíveis do que outros, mas... O 8º episódio é o grande plot twist da primeira temporada. Não posso desvendar mais senão vou estar a spoilar, mas a série tem uns laivos de um famoso filme (quem conhece a série, sabe do que eu estou a falar). A série é tão viciante, que devorei a primeira temporada num instante - também são apenas 10 episódios, a maioria deles de 45min (sendo que o primeiro e o último são de maior duração). Aconselho vivamente. É só espectacular!

PS - Bem sei que não tenho ido aos vossos blogs... Irei tentar pôr a leitura em dia brevemente (daqui a uma semana e meia ou duas).

sábado, 28 de maio de 2016

A propósito do fail de Korn no Rock in Rio...

De repente, o mundo lembra-se que a profissão de técnico de som é relevante.
(para aumentar as imagens, é só clicar)









segunda-feira, 23 de maio de 2016

Ir e voltar

Ao ver uma entrevista de David Fonseca (um dos meus músicos de eleição) ao programa Contentor 13 (que podem ver aqui - clicar para abrir link), houve uma parte que me chamou a atenção.

Passo a citar:
"(...) Mas eu acho que inspiração tem muito pouco a ver com estas coisas. A inspiração é tida na sua definição como uma espécie de um acto divino, em que uma pessoa olha para uma espécie de uma luz, que nos traz uma espécie de elevação. Eu acho que fazer música é muito ao contrário. É como descer a um poço, é um acto muito mais interior. Não é um acto muito de elevação ou de olhar para cima, mas muito mais de olhar para dentro e descer a um sítio que às vezes é muito escuro. (...) Agora, não é fácil descer a esse sítio. Eu acho que é preciso um equilíbrio emocional muito grande para conseguir ir lá e voltar."

Identifico-me por completo com estas palavras. Ser músico, ser compositor, não é olhar para cima, é olhar para dentro. É mergulhar nos nossos pensamentos mais profundos, nas nossas dores mais escondidas, nos nossos desejos mais secretos. É irmos buscar aquilo que evitamos no nosso dia-a-dia. E não, não é fácil ir lá ao fundo, porque muitas vezes vamos enfrentar coisas com as quais não sabemos lidar. E podemos ficar tão mergulhados nessas ideias, que pode ser difícil sair de lá. Falo por experiência própria. Numa determinada fase da minha vida, andava tão no fundo do poço que me era muito fácil escrever e compor. Só que depois não tinha o equilíbrio emocional necessário para sair dessa bolha e permitir-me viver o dia-a-dia. Então andei cada vez mais no fundo... Já não conseguia vir à tona... Até que um rasgo de lucidez me fez perceber que tinha que sair dessa onda. E, para o conseguir, sabia que uma das coisas que tinha que mudar era a música: tinha que deixar de compor.

Estive anos sem compor. Voltei a fazê-lo no Verão passado. Precisava de encarar fantasmas, de enfrentar medos, de conseguir dizer o que me ia na alma e que não conseguia dizer a quem de direito. Mas fi-lo com a consciência que não poderia deixar que essa descida ao fundo do poço fosse mais do que momentânea. Aprendi a, tal como o David Fonseca, conseguir ir lá e depois voltar.

sábado, 21 de maio de 2016

Mesmo estando longe, o concerto de uma vida...

Queen foi A banda da minha infância. Cresci a ouvir boa música: Bruce Springsteen, Bryan Adams, Bon Jovi, UB40, Dire Straits, Scorpions, e tantos outros. Mas Queen era A banda de eleição dos meus pais. E por isso ouvi-os desde sempre.

Infelizmente, por questões geográficas, não pude ver in loco o concerto de Queen + Adam Lambert. Mas vi através da SIC Radical. E foi ÉPICO. Claro que o Freddie Mercury é único, não há nem nunca haverá ninguém igual a ele. Para mim, foi o maior génio de sempre na música, e, consequentemente, a maior perda de sempre. Mas a obra perdura no tempo, a obra fica para sempre. E o concerto de hoje foi prova disso - e Adam Lambert dá bem conta do recado. Foi o melhor concerto que o Rock in Rio Lisboa alguma vez viu e creio que será indubitavelmente o concerto do ano em Portugal!

Durante quase 2 horas, arrepiei-me, emocionei-me, cantei, toquei air guitar e air drums (lol). E ainda caíram umas lagrimazitas. Ouvir Queen é sinónimo de nostalgia, aos primeiros acordes somos logo transportados para realidades paralelas... E claro, é-me impossível desassociar Queen do meu pai...

Mesmo estando a muitos quilómetros de distância, este foi o concerto de uma vida. Épico. Simplesmente épico.

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Está aberta a época de concertos em live stream!

Quem me segue de outros carnavais, sabe que eu sou fanático por música, por concertos, por festivais. E que se pudesse (isto é, se me saísse o Euromilhões lol) andava de festival em festival. Não podendo e, pior que isso, estando longe de onde tudo acontece, valem-me os live streams :)

Bruce "The Boss" Springsteen @ Rock in Rio Lisboa

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Agora será tempo de Europeu

Costumo dizer que é difícil encontrar um sportinguista mais ferrenho do que eu. Sou doido pelo Sporting desde que me lembro de ser gente. Mas acima de tudo, sou um apaixonado por futebol. Adoro futebol, adoro falar sobre futebol, adoro ver futebol. Mas com olhos de ver, sem palas. Infelizmente, a clubite aguda cega muita gente. Ao ponto de hoje acabarem a contradizer por completo as opiniões que defendiam há 5/6 meses atrás. E é por isso que nos próximos tempos vou "fechar para obras" e tão depressa não falo sobre o Sporting, sobre o Benfica, sobre Rui Vitória, sobre Jorge Jesus, sobre Luís Filipe Vieira e sobre Bruno de Carvalho. Perdi a paciência para a clubite cega. E começo seriamente a perder a paciência para a forma como muita gente vê e vive o futebol. Há demasiados "atrasados mentais" por esse país fora. Tenho o máximo respeito por benfiquistas, tenho ZERO respeito por lampiões.

E como estamos a entrar em altura de Europeu, é para aí que vou apontar. Os convocados de Fernando Santos não são consensuais, mas são (na generalidade) previsíveis. Quem tem estado atento às convocatórias na fase de qualificação e nos jogos particulares, facilmente conseguiria chegar à lista de 23 eleitos.

Se fosse eu a escolher, mudaria algumas coisas. Sobretudo no eixo central da defesa, que parece um lar da 3ª idade. Acho que Daniel Carriço já merecia a chamada à selecção, é titular no Sevilha, equipa que venceu as últimas 3 edições da Liga Europa. E tenho pena que Paulo Oliveira, em virtude da lesão que sofreu, tenha perdido o lugar no Sporting na segunda volta do campeonato. Se tivesse continuado a jogar, teria sido uma óptima hipótese. Mas tendo em conta a baixa forma actual, percebe-se. Rúben Semedo, ainda está verde e acredito que será mais útil na selecção olímpica, mas não me chocaria se tivesse sido seleccionado, sobretudo porque daria mais velocidade. Na lateral esquerda, chateia-me ter que levar com o pino do Eliseu. Mas depois da lesão de Coentrão, não havia grandes alternativas. Ainda assim, espero que Raphael Guerreiro seja titular. No meio-campo, a surpresa acaba por ser Renato Sanches, em virtude da lesão de Bernardo Silva. Pessoalmente, teria apostado em Pizzi para substituir Bernardo. Acho que o Renato Sanches é demasiado verde para estas andanças e seria mais útil na selecção olímpica, com jogadores de faixa etária mais dentro da sua. Mas enfim, a influência de Jorge Mendes já é sobejamente conhecida, e enfim, pois que tem que justificar o investimento de 35 milhões no Bob Marley da Musgueira :P E Pizzi, pela época que fez (para mim foi um dos melhores jogadores do Benfica esta época), merecia ir ao Euro. Na frente de ataque, outro pino: Éder. Já nem há palavras... 

Não estou nada confiante para este Europeu, como já vem sendo habitual. O nível exibicional tem sido fraquinho. Acredito que passamos a fase de grupos, porque o grupo é fácil. Mas acho que apanhando depois uma selecção mais a sério, borramo-nos todos... Mas vamos lá ver... Gostava de estar enganado... Mas esta selecção já não faz vibrar nem cria esperanças como em 2004 e 2006. E com algumas escolhas, muito menos... Acredito que no Mundial 2018, reformando a 3ª idade e aproveitando os miúdos que se têm destacado nas selecções jovens, as coisas podem correr melhor. Havemos de ter matéria-prima de qualidade. Já não falando em certezas, como já são João Mário, William, Danilo, Bernardo Silva, Rafa e André Gomes... E até Paulo Oliveira, André André, Pizzi... Temos ainda as jovens promessas: Iuri Medeiros, Rúben Semedo, André Silva, Rúben Neves, o próprio Renato Sanches (se lhe derem tempo de crescer, em vez de estarem a pôr pressão), e outros tantos.

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Os deuses do futebol foram injustos...

As olheiras na minha cara denunciam a noite mal dormida. Ontem foi um dia intenso e difícil de digerir. 

Ontem até tinha acordado muito bem disposto. Acordei a cantarolar "quero o Sporting campeão", o que até surpreendeu os meus colegas de casa, uma vez que não sou propriamente um tipo falador ao acordar. Estava bem disposto e depois do banho equipei-me a rigor, de t-shirt e cachecol. Roupa cuidadosamente escolhida para não ter nem um rasgo de vermelho e para ter o máximo de verde possível - não sou supersticioso em mais nada, só no futebol. No Youtube ia ouvindo em loop as várias músicas do Sporting. Às 15h30, já estava com os colegas com os quais tinha combinado ver a bola. 3 colegas sportinguistas (um deles, colega de casa também), que ontem achámos melhor não haver ajuntamento com outras cores. Caracóis, cerveja e futebol. O PC do meu colega ligado à TV, com o stream do Sporting. O meu PC, na mesa, com o stream do Benfica, para ir espreitando. Estava na hora!

Quando Teo Gutierrez inaugurou o marcador aos 21min, já havia polémica na Luz, com um penalty a favor do Nacional que não tinha sido assinalado (17min). Começava a palhaçada. Com 0-0, aquele penalty podia ter mudado a história do jogo. Mas pronto, siga, enorme festejo com o golo de Teo. Naquele momento, o Sporting era virtual campeão nacional. Mas 2min depois, Gaitan inaugura o marcador na Luz. Balde de água fria. Mas ainda havia esperança. 1-0 é um resultado que pode sempre virar. Aos 33min, o Sporting faz o 0-2. Estava a fazer o que lhe competia: ganhar. Aos 39min, novo balde de água fria, mais um golo na Luz... Ao intervalo, um dos colegas já não quis saber de mais nada e foi-se embora. Já eu, saltitava entre a razão e o coração... Já sabia que o título estava entregue, mas queria manter em mim a esperança de um milagre, de uma reviravolta épica por parte do Nacional. Quando o Benfica marcou o 3-0, foi a gota de água. Desliguei o stream do Benfica, saí da sala e não quis ver o resto do jogo do Sporting. Desliguei o telemóvel, fechei-me no quarto, headphones nas orelhas e pus-me a jogar GTA com o volume no máximo, antecipando-me à tortura da festa alheia. 

Não liguei a TV, não vi programas desportivos (costumo ver o Play-Off ao domingo), nem sequer andei na net. Tudo aquilo me doía como nunca. Não me lembro de ter sofrido tanto como ontem, em questões de campeonato (Taça UEFA em 2005 é outra história). Confesso, sem vergonha, que ainda me caíram umas lágrimas. Sentia-me injustiçado, no fundo... Às tantas lembrei-me do meu pai. Foi ele que me ensinou o que é ser do Sporting, foi ele que me ensinou a história do clube, foi ele que me fez gostar de futebol, foi com ele que passei as comemorações das duas vezes em que vi o Sporting ser campeão (o título de 1999/2000 então foi épico!). E as lágrimas foram mais intensas por momentos...

Não querendo passar por injusto em relação a outras épocas de bom futebol, mas julgo (se a memória não me atraiçoa) que este foi o melhor Sporting que me lembro de ver. Nem nas duas últimas épocas em que fomos campeões praticámos tão bom futebol. E é isso que faz doer. Isso e o futebol sofrível do Benfica em mais de metade da época... Mas isso fica para outro post...

Ontem, hoje e amanhã, enalteço a qualidade da equipa. Orgulho imenso pela prestação nesta época. Voltaremos em Agosto, mais fortes que nunca!

(música de 2015, aquando a conquista da Taça)



"Vou ter no mínimo 5 filhos e tudo verdinho
Por mais que não tenha
Os troféus do vizinho
Vou-lhes contar as histórias dos 5 Violinos
Vou-lhes contar o que me contaram
Enquanto eu crescia
Conhecer a história do Sporting
É uma regalia"

sábado, 14 de maio de 2016

Últimas decisões do campeonato

O meu coração palpita como já não palpitava há muitos anos.
Passei a semana toda a pensar no próximo domingo.
Eu ainda acredito. Porque ser sportinguista é isto. É sofrer até ao fim, é acreditar até ao fim. Se é o cenário menos provável? É, sejamos realistas. Mas não é impossível, nem sequer é improvável. Não é nada de outro mundo pensar que o Nacional da Madeira pode tirar pontos ao Benfica. Pegando em alguns exemplos deste campeonato, alguém pensava que o Benfica ia perder com o Arouca? Alguém pensava que o Sporting ia perder com o União? Alguém pensava que o FC Porto ia perder com o Tondela?

No futebol, tudo pode acontecer. A história do futebol é recheada de surpresas, os favoritismos valem zero ou perto disso. Ora vejamos:
- Leicester campeão inglês
- No passado fim-de-semana, na última jornada do campeonato holandês, o Ajax estava como o Benfica: na iminência de ser campeão, bastava ganhar. Pois que empatou... com uma equipa já despromovida, dando assim o campeonato ao PSV.
- Alguém pensava que, no Mundial 2014, a Espanha seria eliminada na fase de grupos?
- Alguém pensava que o Benfica ia perder o campeonato em 2013, aos 92min, com o famoso golo do Kelvin?
- No último fim-de-semana, o Atlético de Madrid ficou fora da corrida pelo título espanhol, ao perder pontos com...o último classificado.

Podia dar milhares de exemplos. No futebol não há impossíveis. E por isso, enquanto houver 1% de possibilidades, eu vou acreditar. Até ao fim. Porque nós merecemos este campeonato, como já não merecíamos há muitoooos anos. Porque somos, de longe, a equipa que pratica melhor futebol, um futebol bonito, um futebol de ataque, um futebol dinâmico. Porque temos aquele que é, a meu ver, o melhor jogador da Liga actualmente (João Mário). Porque em 6 clássicos esta época, ganhámos 5 (e aquele que perdemos, contra o Benfica em Alvalade, foi contra uma equipa que se limitou a defender o resultado). Por isso... Força Sporting! Nós acreditamos em vocês!

E como o campeonato está a chegar ao fim, clubismos à parte, deixo aqui o meu 11 ideal da época 2015/2016:
GR - Rui Patrício
DD - Maxi Pereira
DC - Coates e Jardel
DE - Layun
MD - Danilo Pereira
MC - Adrien Silva
ED - João Mário (com menção honrosa para Iuri Medeiros e para Pizzi)
EE - Bryan Ruiz (com menção honrosa para Rafa Silva)
PL - Slimani e Jonas (com menção honrosa para Mitroglou)

Uma última nota: tristeza imensa pela descida de divisão da minha Briosa. Não só por ser o meu segundo clube, mas também por ser um clube histórico do futebol português. Um cenário que já adivinhava há várias épocas - mesmo na época em que ganharam a Taça de Portugal, só garantiram a manutenção já no último mês de campeonato. Uma direcção que envergonha o nome da Académica e que já se devia ter demitido há muito. Volta depressa, Briosa.

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Já lá vão 8 anos...

Nos últimos dias, ando meio pensativo e de alguma forma até melancólico. Uma situação veio relembrar o quão difícil foi para mim sair de Coimbra, e o facto de estarmos na altura da Queima das Fitas desassossega um bocadinho mais o coração.

Antes de vir para terras insulares, já tinha estado uns meses em Aveiro. Antes disso, na adolescência, também tinha passado uns meses em Lisboa. Mas foi diferente... Não estava assim tão longe de casa e as circunstâncias eram bem diferentes. Em 2008 é que a coisa foi complicada...

Financeiramente não estavam a ser tempos fáceis lá em casa. Por isso é que, em 2007, deixei o 12º ano por concluir para começar a trabalhar e poder ajudar o mais possível. Mas na altura não me passava pela cabeça vir para tão longe de casa.

Estávamos em Fevereiro de 2008 quando vim para cá. Não foram tempos fáceis. Para já, tinha deixado o coração no continente: namorava desde Novembro de 2007, ou seja, a relação ainda era recente para sofrer um abalo destes (a ela tiro-lhe o chapéu, mesmo hoje já não tendo contacto, mas foi uma grande mulher, que sempre me apoiou na minha decisão, que continuou a lutar pela nossa relação tal como eu, que não permitiu que a chama se apagasse com tamanha distância... não é qualquer pessoa que nos dá um apoio tão grande e uma força maior que tudo!). Depois, sempre tive uma relação muito unida, muito próxima e muito cúmplice com a minha família (ainda por cima, ia ser tio pela primeira vez nesse mesmo ano). E depois, pairava em mim o receio de me distanciar dos amigos, porque ia ficar à parte dos programas, das conversas, dos momentos.

Os primeiros 2/3 meses aqui foram realmente complicados. Pela sensação de não pertencer a lado nenhum. Pela saudade. Pela adaptação a tudo. Pelo facto de sentir que tinha muito a provar no trabalho. Quase todos os dias dava por mim a pensar "o que é que eu fiz à minha vida?". Mas... Foi uma fase. Claro que as saudades existem sempre, claro que Coimbra continua a ser e será sempre a minha cidade. Mas é tudo uma questão de tempo, e de adaptação.

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Se fosse hoje...

Uma nota prévia: este post não pretende ferir susceptibilidades. Conheci muita malta porreira por aqui, algumas pessoas de quem gosto muito. Portanto não pretendo magoar ninguém com estas palavras, é apenas um desabafo.

Às vezes arrependo-me de ter deixado o blog misturar-se com a minha vida pessoal. Às vezes arrependo-me de ter levado pessoas daqui para a minha vida pessoal. Pessoas que sabem mais do que aquilo que lêem aqui, pessoas que me conhecem melhor do que aquilo que o blog passa, pessoas que têm os meus contactos pessoais (e-mail pessoal, Skype, número de telemóvel), pessoas que me conhecem a cara. Se eu voltasse atrás, faria tudo diferente. Se eu pudesse voltar a 2012, altura em que comecei a ter seguidores, não teria passado da interacção da caixa de comentários. Acho que nem teria criado do e-mail do blog sequer...

Não é nada pessoal, não é nada contra ninguém. E, volto a dizer, conheci muita gente boa por aqui. Pessoas de quem gosto muito. Pessoas com quem me preocupo genuinamente. Mas é mais fácil quando não te apegas. É mais fácil quando não passas da simpatia e da empatia. É mais fácil quando não sabem quem és, quando não sabem mais nada de ti para além daquilo que escreves e que optas por partilhar.

O problema, como sempre, é a intensidade que meto nas coisas. Todo eu sou coração, e atiro-me para as coisas sem pensar muito. E aqui não foi diferente. Quando comecei a ter seguidores, fui-me dando cada vez mais. Primeiro criei o e-mail do blog e comecei a interagir "vagamente" com algumas pessoas por esse meio. Depois, com algumas pessoas a interacção foi-se tornando maior, as conversas mais recorrentes e menos superficiais. Em 2014, mais ou menos por esta altura do ano, houve uma pessoa que ganhou a minha confiança e a minha amizade ao ponto de ter o meu número de telemóvel. Em 2015, e acho que também sobretudo devido ao falecimento do meu pai, houve mais interacção com algumas pessoas, e fiquei com mais um ou outro contacto de telemóvel. E hoje, há cerca de meia dúzia de pessoas com quem tenho uma ligação que ultrapassa a blogosfera, com quem o contacto é frequente por outras vias mais pessoais e imediatas. Pessoas de quem gosto muito, com quem me preocupo, com quem me rio e divirto à brava, com quem sei que posso contar. 

Por isso, não é isso que está em causa. Tenho muita estima, muito respeito e muita amizade por essa meia dúzia de pessoas. E pretendo continuar a tê-las na minha vida - gosto de estar rodeado dos melhores, sempre ;)

Simplesmente, 4 anos depois de ter começado a levar a blogosfera mais a sério, e perante tudo o que cresci nestes anos, perante a forma como hoje vejo o mundo, perante tudo o que sei hoje e não sabia naquela altura, se fosse hoje não me teria dado tanto...

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Prioridades e equilíbrios

A namorada é simpatizante do Sporting, mas não liga muito a futebol. O que para mim é uma espécie de "novidade" na minha vida, porque, de 2007 a esta parte, por acaso as minhas paixões têm o denominador comum de serem adeptas ferrenhas dos seus clubes (umas do Sporting, outras do Benfica, outras do Porto, mas todas ferrenhas).

Ora pois que o facto de a namorada não ligar a futebol faz com que, pronto, não perceba bem o que significam estas últimas semanas da época e todo o fervor em redor de cada jornada. Sobretudo tendo em conta a luta pelo título entre Benfica e Sporting, luta essa que pode ir até à última jornada (ambos os clubes podem chegar à última jornada exactamente como estão agora, separados por 2 pontos, e o Sporting ser campeão na última jornada, basta ganharmos último jogo e o Benfica escorregar - até pode empatar, porque o confronto directo é favorável ao Sporting). Se é verdade que há clubes que já têm a sua posição garantida (por exemplo, o Porto ficará em 3º lugar, já não é matematicamente possível atingir o 2º lugar nem cair para 4º), por outro lado há clubes que ainda estão na luta. É o caso do meu Sporting (e da minha Académica, que está em risco de descer...).

Quem lida comigo, sabe que hora do Sporting é hora sagrada. Só não vejo os jogos por motivos de força maior (trabalho e saúde maioritariamente), caso contrário estou indisponível para o mundo durante 90min. Pois que isso nem sempre é fácil de gerir quando se namora com alguém que não liga muito a futebol. E foi o que aconteceu no passado sábado. Eu e dona namorada tínhamos planos a dois para o jantar e para a noite, e o Sporting jogava às 18h30. E quando eu digo que me recuso a chatear-me com pessoas que estimo por causa do futebol, falo muito a sério. E foi por isso que só vi a primeira parte.

E é bem verdade que cada relação traz aprendizagens diferentes. Esta é uma delas. Obviamente que continuarei a ver o Sporting. Mas quando existirem planos com a minha namorada, que eu saiba que são importantes para ela, não vou pôr o Sporting em primeiro lugar.

(Mas confesso que, neste final de época, perder 1min que seja de algum jogo, é coisa que me custa :P)

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Eu estava aqui...

Uma coisa que ninguém sabe (pelo menos eu não me lembro de ter contado a alguém) é que a blogosfera está muito ligada ao dia do falecimento do meu pai...

Era uma terça-feira. Eu estava de folga. Acordei tarde, tomei banho, almocei. Estava num daqueles dias de preguicite aguda, em que não me apetecia levantar o cu do sofá. Então decidi ligar o PC. Andava com a leitura blogosférica atrasada, pelo que os planos passavam por ler os blogs que seguia, e depois talvez ver um filme, uma vez que estávamos em plena Oscar Season. Fui lendo e comentando alguns blogs, tranquilamente - afinal, era só um dia de folga banal. Lembro-me que estava a ler o Homem Sem Blogue, que escreve vários posts diários, quando toca o telemóvel e soube da notícia do falecimento do meu pai (seriam umas 17h e tal)....

A partir daí, a minha memória atraiçoa-me e muitos acontecimentos ficaram nublados na minha cabeça... Há coisas das quais me lembro minimamente, outras nem por isso. Sei que no antigo blog, nesse dia à noite, ainda fiz um post de luto - nem me lembro de o ter feito. Não me lembro de ter feito a mala para ir para Coimbra no dia seguinte. Não me lembro de algumas pessoas terem estado no velório (tirando as pessoas mais próximas, claro... mas sei que há pessoas que lá estiveram e eu nem me lembro de lá terem estado)... No dia do velório, em todo o dia comi uma torrada, uma sopa e um cheeseburger do McDonald's que nem me lembro quem foi buscar. Não me lembro do que tinha vestido, só me lembro de ter frio (estava um frio descomunal em Coimbra nessa semana, sobretudo no dia do velório). Lembro-me que tomei a decisão, minimamente consciente, de não ouvir música nesses primeiros dias - não queria ter músicas associadas àquele momento difícil, sob pena de lhes ganhar aversão, pelo que fiz a viagem para casa nem ouvir uma única música por exemplo. Lembro-me de ter medo de entrar em casa... Lembro-me de não ser capaz de entrar no quarto dos meus pais nos primeiros dias...

Acho que estive verdadeiramente em estado de choque. Foi tudo demasiado repentino. E eu fiquei em modo piloto automático. Esse dia marcou a minha vida. E eu estava aqui, no mundo dos blogs, quando soube da notícia...

Hoje estou assim... Triste... E a sentir à brava a falta do meu pai...

segunda-feira, 18 de abril de 2016

domingo, 17 de abril de 2016

Tobacco free

Fumei o meu último cigarro na passagem-de-ano 2014/2015. Desde então, sou "tobacco free". Mas ainda não me considero ex-fumador, nem sei se algum dia me considerarei. É um processo lento, demorado, com momentos de fraqueza. 

Mentiria se dissesse que, durante todo este tempo, não me apeteceu pegar num cigarro. Claro que apeteceu, centenas ou milhares de vezes. Sobretudo tendo em conta que estou rodeado de muitos fumadores (diria que pelo menos 70% dos meus colegas são fumadores). Há momentos em que a vontade é mais que muita. Mas é tudo uma questão de cabeça. Até hoje, a minha cabeça tem sido suficientemente forte e determinada. Mas não posso dizer que seja assim para sempre. Acho que alguém que fumou (e eu fumei durante mais de uma década) nunca é completamente um ex-fumador, pelo menos enquanto a vontade se for manifestando, mesmo que seja de vez em quando.

Há dias em que o desejo de um cigarro é quase incontrolável. E naquelas fases mesmo lixadas da vida então, é do caraças. A minha primeira, e maior, prova de fogo foi o falecimento do meu pai menos de um mês depois de eu ter deixado de fumar. Sinceramente, ainda hoje não sei como é que não tive uma recaída nesse momento. Não sei se foi por estar num estado de choque tal que estava numa espécie de "coma emocional", ou se de facto cresci um bocadinho (o Roger de outros tempos - tipo em 2010 quando perdi o meu afilhado - ia fazer tudo para fugir da realidade... Álcool, tabaco, qualquer coisa que me anestesiasse...).

Neste momento, vou com cerca de 1 ano e 4 meses livre de tabaco. Há dias em que quase nem penso no assunto, há dias em que quase estrago tudo porque a tentação é enorme. Mas espero continuar a ter força mental para não recair. Primeiro, por questões de saúde, especialmente tendo em conta a minha condição de doente cardíaco. Depois, por questões de carteira - realmente consigo poupar mais :P

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Aleluia!

Ao fim de 3 meses de baixa, finalmente vou voltar ao trabalho na próxima semana!
Este coração é um chato de primeira e obrigou-me a ficar de baixa desde Janeiro, aquando um grande susto. Inclusive fui sujeito a uma pequena intervenção cirúrgica, no início de Março. Agora finalmente tenho "ordem de soltura" e posso voltar ao trabalho.

Os primeiros tempos de baixa foram os mais complicados... Repouso absoluto... Para um workaholic como eu, como devem calcular foi duro... Sentia-me preso e sozinho. Sim, vivo com colegas, e tinha visitas de amigos, colegas, namorada, mãe, primos... Mas durante o dia a malta trabalha, não é, de modo que me sentia um bocado sozinho. Só não foi ainda pior porque estávamos em plena "Oscar Season", portanto a minha rotina era ver filmes, muitos filmes (pela primeira vez, consegui ver todos os filmes nomeados para os Óscares antes da noite da cerimónia lol). Por outro lado, uma das coisas que mais me custou foi estar absolutamente proibido de ver futebol durante mais de 2 meses. Numa das melhores épocas dos últimos largos anos, não poder ver os jogos do meu Sporting foi coisa para me deixar "louco da cabeça".

Aos poucos e poucos, fui retomando a normalidade. Nas últimas semanas já podia ir saindo de casa e fazer uma vida normal, só ainda não tinha autorização para voltar ao trabalho. Mas segunda-feira... I'm back! (um bocadinho menos workaholic lol tenho que moderar-me um bocado...)

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Orgulho verde-e-branco

 Marcelo é um jovem brasileiro, que vive numa localidade do interior, no estado de São Paulo. Marcelo não tinha qualquer ligação a Portugal, não tem familiares portugueses ou a residir no nosso país. E até há cerca de 3 anos, só conhecia o nome do Sporting Clube de Portugal por ser o clube que havia formado Cristiano Ronaldo - por isso seguia a página do Sporting no Facebook. Um dia, apercebeu-se dos tradicionais posts do Sporting em dias de jogo, sempre que o Sporting marca um golo. O jogo era contra o Marítimo, em Alvalade. Marcelo procurou um streaming e acompanhou o resto do jogo. Resultado final, 3-2. A partir desse momento, o miúdo interessou-se pelo clube e pelo ambiente das bancadas de Alvalade. Começou a pesquisar a história do Sporting, começou a acompanhar o dia-a-dia do clube e decidiu criar o site Sporting Brasil, respectiva página de Facebook e Twitter. O que começou por ser uma "brincadeira", tornou-se uma séria paixão para o rapaz.

A comunidade Sporting Brasil foi crescendo e foi começando a ter eco deste lado do Atlântico. E Marcelo começou a ter visibilidade junto dos adeptos leoninos, bem como junto do próprio Sporting. Até que surgiu o movimento "Queremos o Marcelo em Alvalade". E o Sporting não poderia ficar indiferente...

Passou no último fim-de-semana, na Sporting TV, a reportagem que mostra como tudo se passou (a reportagem ainda não está online). A Sporting TV foi surpreender o Marcelo a Tupã, a sua cidade Natal. Conhecer a sua história, a sua vida, como surgiu este amor incondicional pelo clube. Ficámos a saber que Marcelo é padeiro num hipermercado e que estava a juntar dinheiro para um dia conseguir ver um jogo do Sporting em Alvalade. O que Marcelo não esperava é que esse sonho se concretizasse tão cedo. Numa iniciativa inédita por parte do Sporting Clube de Portugal, Fundação Sporting e Super Bock, o miúdo viria uma semana a Portugal, ficando na Academia de Alcochete, e podendo assistir ao Sporting-Marítimo do passado sábado.

Mas mais surpresas estavam reservadas para o Marcelo. Pôde pisar o relvado, perante os milhares de adeptos presentes. Esteve na Curva Sul, junto às claques. E pôde conhecer os jogadores, treinador e presidente do Sporting. A emoção do miúdo é de deixar qualquer um com a lágrima no canto do olho. Como é que é possível alguém ter tamanho amor a um clube, sem ter qualquer ligação a Portugal...

É por isto, e muito mais, que me orgulho de ser verde-e-branco de coração. O Sporting não é só um clube. O Sporting realiza sonhos! É por coisas como esta que somos diferentes!

(Até agora, o vídeo abaixo é o único disponível online, que mostra como foi o sábado do Marcelo. A reportagem feita no Brasil ainda não está online, quando estiver publicarei.)

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Valho mais do que penso, e também ainda há pessoas que valem a pena :)

Estou actualmente numa relação, muito recente. Mas que me tem feito bem, que me tem feito crescer, que me tem ajudado a resolver-me comigo e com os meus fantasmas. Eu nunca fui propriamente um poço de auto-estima, mas nos últimos anos alguns factores agravaram isso. Esses factores conjugados destruíram grande parte da minha auto-estima. Bem sei que a auto-estima deve partir de nós, mas a verdade é que somos sempre influenciados pelo que nos rodeia, pela forma como nos tratam, pela forma como nos vêem.

De facto, eu sinto que houve coisas que me foram destruindo aos poucos. Eu era muito mais alegre, bem-disposto, divertido, despreocupado, do que sou agora. Era melhor amigo, era melhor namorado, era melhor pessoa. Só que todos esses fantasmas foram ficando a assombrar-me, fazendo-me sentir inferior, fazendo-me sentir inseguro. E isso foi-se reflectindo maioritariamente na vida amorosa. Sobretudo porque já fui muito "friendzoned", e tenho que admitir que isso foi deixando a sua marca. "És das melhores pessoas que conheço, mas...", "és um excelente amigo, mas...", mas, mas, mas, mas........ Vejamos, eu nunca tive jeito para o engate. Para aquelas merdas do género "és linda, posso conhecer-te?". Talvez por ter sido "educado", digamos assim, a ver as mulheres como mulheres, como pessoas, como seres humanos, e não como objectos sexuais, alvos de engate ou meras conquistas. E, como em tudo o resto, não sei ser outra pessoa que não eu próprio: sou um gajo preocupado, atento, conversador e ouvinte nas proporções mais ou menos certas. Só que as mulheres, que tantas vezes se queixam que os gajos são todos uns cabrões, muitas vezes só valorizam os cabrões. Gajos como eu são muitas vezes etiquetados de "coninhas", "tansos", "panhonhas" - e quem me conhece sabe que eu sou tudo menos coninhas, tanso e panhonha. Um gajo que não esteja a coçar os tomates enquanto atira um "és mesmo boa" é visto pelo mundo como um coninhas (ok, estou a exagerar um bocado, mas a ideia está lá). E depois nós, gajos atentos e preocupados, só servimos para amigos... Aliás, vamos ser curtos e grossos agora e pôr as coisas nestes termos: não andar a comer tudo o que mexe não significa que sejamos uns totós na cama, uns atadinhos. Muito pelo contrário. Se calhar, por sermos mais atentos, preocupados, etc, somos menos egoístas e preocupamo-nos realmente em dar prazer. Não tenho grandes dúvidas que provavelmente tenho mais habilidade na cama do que muitos garanhões :P Mas adiante... Ser constantemente colocado na friendzone também vai diminuindo a nossa auto-estima... Confesso que tive fases em que deixei de acreditar que poderia voltar a gostar de alguém ou deixar-me ser gostado.

Esta relação, que é ainda bastante recente, tem feito milagres por mim. Talvez por ser tão diferente de mim. Eu sou completamente coração; ela é um bocadinho mais cabeça. Eu sou irrequieto, impulsivo, workaholic, impaciente muitas vezes; ela é calma, paciente, doce, tranquila. E tem-me ajudado (inconscientemente na maioria das vezes) a ver o outro lado das coisas. Mas acima de tudo, tem-me feito ver que se calhar até tenho algumas qualidades porreiras, que se calhar até mereço ser gostado, que se calhar não sou inferior a ninguém, que se calhar mereço mais do que tive, que se calhar tenho o meu valor.

Esta relação, que é ainda bastante recente, se calhar veio na altura certa. Na altura em que eu estava meio perdido, sem saber que caminho escolher. Ela faz-me sentir que vale a pena tentar, que vale a pena arriscar. E faz-me sentir bem. Faz-me ver que tenho motivos para acreditar mais em mim, nas minhas qualidades, no meu valor. E mostrou-me que andei anos a dar-me às pessoas erradas e a não dar hipóteses a quem vale a pena.

Resumindo? Sou um lucky bastard por tê-la na minha vida :)

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Fui ensinado a partilhar, portanto... alguém quer uma gripe?

Ai dizias tu que estavas a retomar a normalidade? Ora toma lá uma bruta gripe, para voltares à caminha por uns dias (estou assim desde sexta... e vá lá que hoje já me sinto um bocado melhor).

Demasiado tempo em clausura = sistema imunitário todo fodido, mal comecei a retomar a normalidade apanho uma gripe de caixão à cova.

#FuckYouKarma

quinta-feira, 31 de março de 2016

Então jovem, que fizeste tu nestes últimos 5 meses?

Em Agosto, a blogosfera deixou de me fazer sentido. Decidi fazer uma pausa. Regressei em Outubro, escrevi 3 posts, e deixei o blog "de vez" - sim, aquele blog morreu mesmo, e a minha estadia por aqui também teria acabado definitivamente, não fosse o bichinho ter voltado a atacar...

Pelo meio, muita coisa aconteceu na minha vida. Sendo que podem ser divididas em 2 períodos distintos - curiosamente, coincidem no tempo com o final de 2015 e com o início de 2016.

Outubro - Dezembro 2015:
- Alguns planos para 2016 começavam a ver a luz do dia. Os mais importantes: voltar a reunir a minha antiga banda para a despedida que nunca fizemos; ir para Londres atrás de um sonho.
- Ganhei a distinção de trabalhador do ano, pela segunda vez (a primeira vez foi em 2010).
- Graças ao ponto anterior, consegui ir passar o Natal a casa.
- Graças ao ponto anterior, encontrei por acaso uma pessoa que já não via há alguns anos e que, entretanto, se tornou uma pessoa importante e especial na minha vida.

Janeiro - Março 2016:
Tudo o que podia correr mal... correu mal. Tenho um problema de saúde há vários anos, que se agravou em Janeiro e que me obrigou a ficar de baixa desde então (ou seja, lá se foram os planos todos... Londres e a reunião da banda ficaram na gaveta...). Nesse sentido, tive inclusive uma intervenção cirúrgica há menos de um mês e estou em recuperação. Como a recuperação felizmente tem corrido bem, apesar de ainda continuar de baixa, já começo a retomar alguma normalidade. Mas os primeiros tempos foram complicados... Repouso absoluto... Ou seja, digamos que durante cerca de 2 meses, a minha vida resumiu-se a ver filmes (pela primeira vez, consegui ver todos os filmes nomeados aos Óscares antes da noite da entrega dos prémios lol), ir vendo na TV alguns episódios aleatórios de algumas séries, ouvir música, e pouco mais. Daí ter dito, no post anterior, que a minha vida tem sido um bocadinho entediante nos últimos tempos...

Agora, só quero que a vida volte à normalidade bem depressa!

terça-feira, 29 de março de 2016

Parece que voltei :P

Guess who's back, back again
Roger's back, tell a friend
Guess who's back, guess who's back, guess who's back, ...

A música é do Eminem (letra ligeiramente modificada), mas enquadra-se no momento. É verdade, estou de volta. Bateu-me uma súbita saudade disto, e decidi criar um novo blog. Mas desta vez não vou elevar a fasquia a mim próprio: não me vou "obrigar" a andar por aqui; vou, isso sim, andando por aqui, uma vezes com maior frequência, outras vezes com menor frequência. Na verdade, eu próprio ainda não percebi se realmente me apetece voltar, ou se foi só um mero "capricho" momentâneo, fruto de um quotidiano meio entendiante que tenho neste momento. A própria blogosfera também já não é o que era, muitas das pessoas com quem criei laços deixaram os seus blogs, de forma mais ou menos declarada.

Anyway, a vontade de escrever falou mais alto. Nos últimos meses tenho escrito pouco, muito pouco mesmo. E acho que é sobretudo disso que tenho saudades. Mais uma vez, ponderei em que moldes voltaria ao activo. Decidi manter a minha identidade - já referi noutras ocasiões: não só não tenho jeito para não ser eu próprio, como também acho que sou facilmente identificável por quem já me segue de outros carnavais (pela minha escrita, pelos temas que abordo, pela forma como me relaciono com os bloggers, etc). Em relação ao conteúdo, ora aí está um dos mistérios da humanidade :P não sei se vou aproveitar rubricas antigas nem sei exactamente como vou gerir este novo blog. Apenas sei, mais uma vez, que não sei ser outra pessoa que não eu próprio, e sempre vi o blog como forma de debitar o que me dá na telha, como forma de mandar as minhas postas de pescada sobre tudo e nada. Como sempre disse, isto faz-me sentido enquanto espaço de "desabafo", de "botar conversa fora", de "mandar bitaites". Portanto, para quem já me conhece de outros carnavais, é mais do mesmo :P 

Talvez a única diferença possa vir a residir no facto de, de hoje em diante, passar a resguardar-me mais. Houve tempos em que me expus demais, em que o meu coração se instalava nos meus dedos e todos os posts vinham directamente das entranhas. Talvez isso mude um bocadinho. Mas, de resto, cá estou eu :P

PS - O nome do blog resume-se a uma única ideia: simplificar - irónico, tendo em conta o nome, hein? Fartei-me de pensar em nomes que me soassem bem e, acima de tudo, com os quais eu me identificasse. As poucas ideias que tive, não só não me soavam a 100%, como também já estavam escolhidas algures por essa blogosfera fora. De forma que decidi simplificar: peguei no endereço de e-mail blogosférico que criei há uns 3 anos, o link estava livre, e pronto, ficou.
Real Time Web Analytics