terça-feira, 2 de agosto de 2016

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Good vibe

Como se costuma dizer, é melhor não mexer muito senão estraga.

Estou numa fase em que transpiro alegria por todos os poros. E não é por nada de especial, mas sim por toda uma conjuntura mais favorável. Sim, ando cheio de trabalho, mas é um trabalho que gosto, que me vai realizando. Além disso, estou em alguns projectos paralelos, ligados à música, sobre os quais ainda não posso falar muito. Mas que também me realizam e que me deixam mais perto do meu grande objectivo de vida (a nível profissional) - pelo menos, é um passo. Ando cansado, é um facto - não é verdade que "quem corre por gosto, não cansa", simplesmente é um cansaço bom.

Depois, há pequenas coisas da vida pessoal que também ajudam nesta boa vibe. Acho que os últimos meses fizeram de mim uma pessoa melhor. Voltei a ser o Roger mais brincalhão e mais boa onda que era há uns 7/8 anos atrás. Recuperei confiança e auto-estima. E voltei a curtir mais a vida. O facto de, há uns meses, ter tido uma situação complicada de saúde fez com que passasse a encarar as coisas de outra forma. Para já, relativizo mais as coisas sem importância. Depois, passei a aceitar melhor as coisas que não posso mudar. E por fim, acho que aproveito cada vez mais os momentos.

Acho que estou na minha melhor fase dos últimos largos anos. Se tenho uma vida perfeita? Não, nada disso. Também tenho os meus problemas, os meus stresses, as minhas neuras, as minhas expectativas que nem sempre se concretizam, and so on. Aliás, há duas coisas na minha vida que eu gostaria muito de mudar (para melhor), se dependessem só de mim. Mas não dependem. E também não vivo minimamente obcecado com isso: como eu disse, aprendi a aceitar o que não posso mudar. Mas estou numa fase muito fixe da minha vida, que pretendo prolongar ao máximo.

quarta-feira, 13 de julho de 2016

CAMPEÕES!

Ainda não tenho palavras para descrever todas as sensações que me percorreram na noite de domingo. Ainda não tenho palavras para análises. Ainda não tenho palavras para poder expressar tudo o que gostaria de dizer.

Digo apenas: SOMOS CAMPEÕES, CARALHO! Se calhar na competição em que menos merecíamos, se nos lembrarmos de caminhadas épicas do passado (nomeadamente Euro 2000, Euro 2004 e Mundial 2006). Mas o caneco é nosso! É pelos que lutaram em campo por nós. É pelos grandes jogadores que não tiveram essa oportunidade (Eusébio, Rui Costa, Figo, Vítor Baía, Fernando Couto, João Pinto, Nuno Gomes, Pauleta, Futre, Deco, e tantos, tantos outros). É por todos nós, portugueses.

O Guilherme Cabral dedica isto ao seu avô. Eu dedico ao meu pai. Era a pessoa com quem mais gostaria de ter festejado esta conquista.

sábado, 9 de julho de 2016

Vamos a eles, foda-se!

Há muito para dissecar sobre o Euro 2016 em geral e sobre a Selecção em particular. Mas não o vou fazer. Não neste post.

Nota prévia: não retiro uma vírgula ao que fui criticando na nossa prestação. Porque sou um apaixonado por futebol, mas sobretudo pelo futebol bonito, empolgante. E a nossa Selecção, historicamente, sempre teve jogadores mais tecnicistas, que podiam fazer a diferença. E por isso confesso que me dói o coração ao ver-nos a jogar lento, lateralizado, com pouca presença na área.

Contudo, enfim, o tal pragmatismo foi resultando. Não foi um futebol bonito, mas foi um futebol minimamente eficaz, que nos foi apurando - fase de grupos é um caso à parte, aí sim tínhamos CLARA obrigação de fazer melhor e fomos CLARAMENTE incompetentes.

Mas alto e pára o baile! Independentemente da falta de brilhantismo, nada justifica a campanha vergonhosa que está a ser feita contra Portugal:
- Uma jornalista suíça ataca o aspecto físico de Cristiano Ronaldo, inclusive chamando-o "diva" e "maricas" (foram mesmo estes os termos utilizados).
- Uma casa de apostas da Irlanda implora pela vitória da França, para que Cristiano Ronaldo chorasse "lágrimas muito salgadas" (mais uma vez, foi esta a expressão utilizada).
- Um jornalista francês disse que Portugal praticava "um futebol bem nojento".
- Etc etc etc (incluam aqui críticas bem destrutivas a Renato Sanches, William Carvalho e Danilo)

Acho que isto está a passar um bocado dos limites. E é por isso que, apesar de eu não estar especialmente optimista (diria que a França tem, no mínimo, 60% de favoritismo), adorava ganhar esta final e calar toda esta gente. E esta final contra a França tem toda uma história épica: o Euro 84, o Euro 2000, o Mundial 2006, todas estas críticas, toda a xenofobia (para com os nossos emigrantes em particular), o facto de a própria França também ter apanhado adversários acessíveis até à meia-final (onde foram muito dominados pela Alemanha, e de facto passaram ao aproveitarem erros defensivos pouco habituais na selecção alemã)... Queria vingar tudo isto!

Carago, vamos a eles! Vamos calar estes avecs! Vamos mostrar-lhes de que fibra somos feitos!

terça-feira, 5 de julho de 2016

Isto dos conselhos tem sempre muito que se lhe diga...

Quando alguém me vem pedir um conselho/opinião/whatever sobre a vida amorosa, não consigo evitar o pensamento que sou a pessoa mais errada para isso. Primeiro, porque não tenho sido propriamente o gajo mais sortudo do mundo nesse aspecto - e um "radar de gajas decentes" que passa muito tempo avariado e depois dá merda. Depois, porque quem priva comigo sabe que eu sou todo coração, sou pelo risco, sou de me atirar de cabeça. Mas nem toda a gente é como eu - ainda bem, eles é que são espertos (costumo dizer que perco mais do que ganho)! Há pessoas mais racionais, que ponderam mais, que não se atiram de cabeça.

E, na verdade, todos nós damos conselhos com base na forma como vemos o mundo. E todos vemos o mundo de forma diferente. Por isso, o que para mim pode parecer um excelente conselho, aos olhos de quem mo pediu pode parecer um conselho de merda. Porque é um conceito muito subjectivo. Cada um de nós avalia as coisas com base nos seus valores, nos seus ideais, na forma como vê os outros e o mundo.

Acho que, ainda assim, o melhor conselho que posso dar é sempre na onda do "faz o que eu digo, não faças o que eu faço". Normalmente eu sou um péssimo exemplo, a minha vida está recheada de tiros ao lado.

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Repost: A maior (e melhor) herança que alguma vez terei dos meus pais é a educação

Este texto foi escrito no antigo blog, em Fevereiro de 2014, cerca de 1 ano antes de eu perder o meu pai... E talvez também por essas circunstâncias, é dos posts antigos que me atinge com mais força...
 
"Faz-me bastante confusão ouvir dizer que é impossível um casamento durar décadas, que é impossível haver amores eternos, porque, no entender de quem o diz, é impossível amarmos a mesma pessoa anos a fio. Ouvi muito estas pérolas nos últimos dias, por causa da notícia mais badalada das revistas cor-de-rosa desta semana. Faz-me confusão, porque não preciso de procurar muito para encontrar um exemplo de AMOR, puro e verdadeiro.

Os meus pais já contam com mais de 30 anos de casamento, e mais uns quantos anos de namoro. E eu tive a sorte de nascer e crescer no seio de uma família verdadeiramente feliz e unida. Vejo nos meus pais o mais perfeito exemplo de amor, de amizade, de companheirismo, de ternura, de carinho, de cumplicidade. Sempre lhes vi nos olhos todos esses sentimentos: o brilho no olhar não engana, são o amor da vida um do outro. Ao longo da minha vida, poucas foram as vezes em que vi os meus pais chateados, e mesmo quando isso acontecia sempre houve da parte deles o maior cuidado para que isso transparecesse o menos possível para os filhos. Para mim são o mais puro exemplo de AMOR. É a esse patamar que gostaria de um dia chegar.

Tenho o maior orgulho nos meus pais, quer enquanto casal quer enquanto seres individuais. São pessoas maravilhosas e eu sinto-me verdadeiramente abençoado pela educação que tive, pelos valores que me foram transmitidos.

Sou o que se pode denominar de "menino dos papás" (no bom sentido), e com o maior orgulho. Tenho e sempre tive uma óptima relação com os meus pais (houve apenas uma situação de excepção, mas por minha culpa - estava na idade da estupidez :$). Mas identifico-me muito com o meu pai (e, curiosamente, toda a gente diz que sou extremamente parecido com ele - quer fisicamente, quer de personalidade). O meu pai é o homem que eu gostava de um dia vir a ser (mas juro que serei feliz se um dia conseguir chegar-lhe aos calcanhares). É um excelente pai, um excelente marido, um excelente irmão. Foi um excelente filho. É o melhor amigo que se pode ter, é um bom ouvinte e igualmente bom conselheiro. E ensinou-me a ser homem.

Há uns dias escrevi, num contexto que agora não importa, as seguintes palavras:
"Todos nós, enquanto pessoas, somos fruto da educação que nos deram e de mais alguns factores (o que nos rodeia). E na idade da aprendizagem, quando começamos a sugar os ensinamentos que nos são transmitidos, aprendemos mais por imitação do que por palavras. E eu tenho a sorte de ser filho de um grande homem e de uma grande mulher, que me ensinaram a ser responsável, a ser adulto, a brincar quando é hora de brincar mas também a ser sério quando assim tem de ser, que me ensinaram também a pensar pela minha própria cabeça e não ser influenciável, que me ensinaram que o 'poder' (neste caso, os poderes que vamos conquistando à medida que vamos crescendo) traz sempre grande responsabilidade. E almejo um dia poder chegar aos calcanhares do homem que o meu pai é."

A minha família é o meu maior orgulho. E juro-vos por tudo: só eu sei as saudades que sinto das minhas pessoas, mas sobretudo dos meus pais. Os meus pais são a minha orientação, são eles que me ajudam a não perder o norte. Os meus pais são as pessoas que mais amo e admiro na minha vida. E de uma coisa tenho a certeza: se a lei da vida se aplicar (os pais partirem antes dos filhos...), sei que no dia que os perder vou perder uma grande parte de mim. Uma grande parte de mim morrerá nesse dia. Eu já lido terrivelmente com a perda, perder os meus pais então é algo que nem consigo sequer imaginar... Dói demais tentar sequer imaginar como seria a minha vida sem eles!

Sei que nem sempre fui o melhor filho do mundo, mas esforço-me diariamente (a opção que fiz há uns anos atrás, de vir para longe, foi por eles - e não me arrependo, faria tudo novamente quantas vezes fossem necessárias!). Sei que ainda não sou o homem que quero ser, mas também sei que me orgulho cada vez mais de mim e do homem em que me estou a tornar (especialmente nos últimos anos - foi preciso bater no fundo para perceber, com clareza, o caminho que quero seguir). Porque sou fruto de uma educação que considero exemplar. Obrigado pai, obrigado mãe. O que sou hoje, é a vocês que o devo e sou-vos profundamente grato. Sei que se orgulham de mim, já mo disseram, mas eu quero sempre ser mais e melhor. Amo-vos, com todas as minhas forças.

(É, as saudades e a falta de colinho nos momentos difíceis dão nisto...)"

sexta-feira, 1 de julho de 2016

A propósito da Selecção...

#SomosTodosPacemaker (#EuSouMesmo)
#NoPróximoJogoVouApostarBeberUmaCervejaPorCadaFalhançoDoCR7 (#DeveDarParaABebedeira)
#SomosTodosEmpatas (#IstoDáDireitoARecordeDoGuiness?)

terça-feira, 28 de junho de 2016

Vou nascer outra vez


"Há sempre um tempo para parar
Saber se vale a pena
Ou fico ou mudo a cena
É só contar até três
(Um, dois, três, vou nascer outra vez)
Fechar os olhos
(Um, dois, três, vou nascer outra vez)
Respirar bem fundo
(Um, dois, três, vou nascer outra vez)
Começar de novo
(Um, dois, três, vou nascer outra vez)"

segunda-feira, 20 de junho de 2016

"A vida resolve-se sozinha"

É o que costuma dizer a minha colega de casa. Normalmente tendo a não concordar com a frase, porque acho que nada cai do céu. As coisas conseguem-se com trabalho, com dedicação, com esforço. Quanto mais nós lutarmos por um objectivo, mais possibilidades temos de o concretizar.

No entanto, neste momento da minha vida, acho que esta frase me assenta mesmo bem. Esta segunda-feira aconteceu algo bom. Que é apenas um pequeno passo para um objectivo (profissional) que eu já tenho há largos anos. Mas, excepção feita ao acontecimento de hoje, tal como eu disse num post anterior, não tem acontecido ultimamente nada de excepcional na minha vida para me trazer tamanha tranquilidade. Mas é mesmo assim que me sinto: tranquilo, confiante, feliz com as pequenas coisas da vida. Neste momento, diria que a minha vida tem-se vindo a resolver sozinha.

domingo, 19 de junho de 2016

Oh Fernando Santos, vai para o caralho!

Que vergonha! Pior início de uma fase final desde que me lembro de ver futebol, sobretudo tendo em conta o grupo acessível que temos - e que neste momento, quase parece o grupo da morte, uma vez que todas as selecções se podem apurar... Chega das desculpas do azar, da bola que não entra, da bola que vai ao poste e do raio que parta. Chega das desculpas de "ah, em 1984 também empatámos os 2 primeiros jogos, e chegámos à meia-final". Chega!

É inacreditável a quantidade de erros nas opções de Fernando Santos. Este Moutinho NÃO TEM LUGAR no onze. Pura e simplesmente não tem! É inacreditável que aquele que foi porventura o melhor médio da liga portuguesa não jogue 1 minuto sequer - refiro-me a Adrien. É inacreditável que não se utilize no meio-campo a base do jogo do Sporting. Epá, isto é tudo tão gritante... William, Adrien e João Mário, é tão fácil! E note-se a diferença do primeiro jogo com Danilo e do segundo jogo com William - para mim, claramente o melhor em campo. É inacreditável que se continue a insistir no pino do Éder, mas torna-se ainda mais inacreditável que se lance o Éder quando já se tirou o jogador que melhor cruza para a área (Quaresma), ainda que não estivesse a fazer grande jogo - mas haja coerência, ou se tira Quaresma e não se aposta no pino, ou aposta-se no pino mas deixa-se o Quaresma. É inacreditável que se mexa na equipa tão tarde (70min) e com uma visão de jogo tão fraca. É inacreditável que se lance um jogador aos 88min - o que é que era suposto o Rafa conseguir fazer em 3 ou 4min?! Rafa merecia mais! É inacreditável que, no primeiro jogo, se tenha colocado João Mário à esquerda, queimando o jogador numa posição que lhe é estranha. É inacreditável que, embora hoje tenha melhorado (inclusive salvou a equipa uma vez), se continue a apostar em Vieirinha em vez de Cédric, que foi SÓ o melhor lateral direito da Premier League na última época.

É também inacreditável que não haja coragem para tirar Cristiano Ronaldo quando claramente não está bem. Hoje vimos Alaba a sair, que é só o melhor jogador da Áustria. Já vimos Messi a sair da sua selecção. Mas CR7 não, CR7 joga sempre 90min, jogue bem ou mal. Isso é errado. Para já, não protege o jogador. Segundo, prejudica a equipa. Sou grande fã de Cristiano Ronaldo, para mim é o melhor jogador que já vi, um super atleta. Mas quando não está bem, deve dar lugar a outro. Ponto. CR já anda todo roto, notou-se bem no último mês no Real, inclusive teve problemas físicos (numa coxa, salvo erro). Não se pode esperar milagres, e quando está a jogar efectivamente mal, deve ser substituído. Não é nenhuma vaca sagrada, nem ele nem ninguém!

Por fim, mais uma vez, nota-se má preparação do jogo. Pouca pressão alta - das poucas vezes que foi feita, foi eficaz, a defesa da Áustria ficava nervosa, mas faltou fazer mais vezes... Jogo lento - contra equipas mais fracas, deve-se fazer um jogo mais rápido, para desmontar o posicionamento defensivo. Enfim...

Isto é uma vergonha. Não tem desculpa. É inadmissível. Uma selecção com tanto talento e entregue a um seleccionador medíocre, que pura e simplesmente não sabe mexer no jogo! É assim que dizem que querem ser campeões europeus? A probabilidade de me sair o Euromilhões é maior...
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